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Contratação · Suporte Protheus

Contrato de suporte Protheus: o que exigir antes de assinar

A maior parte dos atritos com fornecedor de suporte não nasce de falha técnica. Nasce do que ficou fora do contrato: a customização que ninguém mantém, o chamado crítico sem prazo, a documentação que vai embora junto com o consultor. Estas são as cláusulas que valem a leitura antes da assinatura.

Revisado tecnicamente em 13/10/2026 · Por Marcelo Scibarauskas, Gestor Executivo da Erpworks

Mão assinando um contrato sobre uma mesa de vidro à noite, com a luz azul de um notebook ao lado

O escopo: o que entra e o que fica de fora

O suporte da TOTVS cobre o produto padrão. A própria TOTVS vende como serviço à parte, com SLA diferenciado e pacotes mensais, o atendimento que vai além do suporte padrão. Tudo o que é específico do seu ambiente, como parametrização, fontes customizados, integrações e regras fiscais, precisa estar escrito no contrato de quem cuida dele.

ItemO que o contrato precisa responder
MódulosQuais módulos estão cobertos e se o fiscal entra com apuração e obrigações acessórias
CustomizaçõesQuem mantém fontes, pontos de entrada e relatórios feitos por outro fornecedor
IntegraçõesQuais integrações entram, como Fluig, bancos, e-commerce e EDI, e onde termina a responsabilidade
Releases e pacotesSe aplicar pacotes e atualizar a release faz parte do mensal ou vira projeto
Mudanças legaisComo entram as notas técnicas e as mudanças da Reforma Tributária
ProjetosO que é melhoria ou projeto novo e como é orçado fora do mensal

O item que mais gera conflito é a customização herdada. Fornecedor que só atende o que ele mesmo desenvolveu deixa a empresa sem ninguém responsável pelo restante do ambiente.

SLA por severidade

SLA sem definição de severidade não protege ninguém. O contrato precisa dizer o que é um chamado crítico e o que o fornecedor entrega em cada nível, separando primeira resposta de plano de ação.

SeveridadeExemplo no ProtheusO que exigir
CríticaFaturamento parado, nota sem autorização, fechamento bloqueadoPrimeira resposta e plano de ação com prazo, inclusive fora do horário se a operação pede
AltaRotina fiscal com erro perto do prazo de entregaPrazo de resposta e de solução de contorno
MédiaRelatório ou rotina com falha sem parar a operaçãoPrazo de resposta e previsão de correção
BaixaDúvida de uso, ajuste de cadastro, melhoria pequenaFila com prazo combinado

Vale definir também o horário de cobertura, quem pode classificar a severidade, a partir de quando o prazo começa a contar e como o cumprimento do SLA aparece no relatório mensal.

Fee mensal, banco de horas ou tickets

ModeloComo funcionaO que conferir
Fee mensalValor fixo por um escopo de sustentação, com SLA e rotina preventivaO que está incluído, como entram demandas acima do escopo, reajuste
Banco de horasHoras compradas e consumidas por chamadoValidade do saldo, valor da hora excedente, quem aprova o consumo
Pacote de ticketsQuantidade de chamados por mêsO que conta como um ticket e o que acontece com chamados que voltam

Banco de horas funciona para demandas previsíveis e pontuais. Quando os chamados se repetem ou a operação não pode parar, o fee mensal costuma sair mais barato no ano, porque inclui prevenção e tratamento de causa raiz. A comparação de custos está em quanto custa uma consultoria Protheus.

Relatório e governança

Sem relatório, a diretoria só fica sabendo do suporte quando algo para. O contrato deve prever um relatório mensal e uma reunião de acompanhamento, com indicadores definidos desde o início:

  • Chamados abertos e encerrados por severidade.
  • SLA cumprido em cada nível.
  • Chamados reincidentes e causas raiz tratadas.
  • Releases, pacotes e mudanças aplicados no mês.
  • Riscos do ambiente, pendências e plano do mês seguinte.

É a rotina do suporte Protheus com contrato mensal da Erpworks: um ciclo de diagnóstico, correções e releases, documentação e relatório executivo, todo mês.

Documentação e propriedade do conhecimento

A documentação do ambiente precisa ser da empresa, e não do consultor. Exija por contrato:

  • Registro de cada ajuste de parametrização e de cada customização, com o motivo da decisão.
  • Fontes customizados versionados em repositório da empresa.
  • Acessos e credenciais em nome da empresa, nunca em nome pessoal do fornecedor.
  • Entrega periódica da documentação, e não só no fim do contrato.

LGPD e acesso ao ambiente

O Protheus guarda dados pessoais de clientes, fornecedores e, na folha, de funcionários. A consultoria que acessa o ambiente atua como operadora, e a LGPD exige que o operador trate os dados segundo as instruções do controlador (art. 39) e adote medidas de segurança (art. 46). O guia da ANPD sobre agentes de tratamento detalha esses papéis. No contrato, isso vira cláusulas concretas:

  • Acessos nominais, com o mínimo de privilégio necessário e registro de uso.
  • Regras para cópias de base em homologação, com dados mascarados quando possível.
  • Prazo para o fornecedor avisar a empresa sobre qualquer incidente, já que a comunicação à ANPD cabe ao controlador (art. 48).
  • Autorização prévia para subcontratar outros profissionais.

Entrada e saída sem ficar refém

Um bom contrato é pensado para o dia em que termina. Na entrada, o fornecedor novo deve começar por um diagnóstico do ambiente e trabalhar em paralelo com o atual até assumir com segurança. Na saída, o contrato deve garantir aviso prévio, período de transição, entrega da documentação atualizada e devolução de todos os acessos. O passo a passo da troca está em como trocar de consultoria sem parar a operação, e a divisão de papéis com a TOTVS, em suporte TOTVS ou consultoria especializada.

Em resumo

  • O escopo precisa dizer quem mantém customizações, integrações, releases e mudanças legais.
  • SLA só vale com severidade definida e prazo separado para resposta e plano de ação.
  • Fee mensal, banco de horas e tickets atendem situações diferentes; confira o que acontece com o que sobra e o que falta.
  • Relatório mensal, documentação da empresa, cláusulas de LGPD e regras de saída protegem a operação.

Próximo passo: comparar o contrato atual, ou a proposta em análise, com cada item deste artigo e listar o que não está escrito.

Fontes e referências

  1. TOTVS: serviços recorrentes além do suporte padrão.
  2. Planalto: Lei 13.709/2018 (LGPD), artigos 39, 46 e 48.
  3. ANPD: Guia Orientativo dos Agentes de Tratamento e do Encarregado.

Perguntas frequentes

Principais dúvidas sobre o tema

O que um contrato de suporte Protheus deve conter?

Escopo com módulos, customizações, integrações e releases; SLA por severidade; modelo de cobrança; relatório mensal com indicadores; regras de documentação; cláusulas de LGPD; e regras de entrada e saída do fornecedor.

O suporte da TOTVS cobre customizações?

O suporte padrão da TOTVS atende o produto. Customizações, integrações e parametrizações específicas do ambiente ficam com quem as mantém, por isso precisam estar no contrato da consultoria.

Como definir o SLA de suporte do Protheus?

Por severidade: o contrato define o que é crítico, alto, médio e baixo, com exemplos, e o prazo de primeira resposta e de plano de ação para cada nível, além do horário de cobertura.

Fee mensal ou banco de horas: qual escolher?

Banco de horas serve para demandas pontuais e previsíveis. O fee mensal faz mais sentido quando a operação não pode parar e os chamados se repetem, porque inclui prevenção, documentação e tratamento de causa raiz.

A consultoria de suporte precisa seguir a LGPD?

Sim. Ao acessar dados pessoais no Protheus, a consultoria atua como operadora e deve seguir as instruções da empresa e adotar medidas de segurança, conforme os artigos 39 e 46 da LGPD.

O que garantir no contrato para trocar de fornecedor depois?

Aviso prévio, período de transição, entrega da documentação atualizada, fontes em repositório da empresa e devolução de todos os acessos.

Nota: este conteúdo tem finalidade informativa. Questões contratuais, tributárias ou jurídicas devem ser validadas com os responsáveis da sua empresa.

Próximo passo

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