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Reforma Tributária · Protheus

IBS e CBS na NF-e: o que foi adiado, quais rejeições continuam e o que corrigir no Protheus

Caiu a validação que rejeitaria a nota sem o grupo de IBS e CBS. Não caiu o dever de emitir com os campos, nem a conferência do que é preenchido. Quem tratar as três coisas como uma só vai errar o tamanho do problema.

Publicado em · Atualizado em · Por , Fundador e Gestor Executivo da Erpworks

Profissional analisando documento fiscal e tablet, conferindo os campos de IBS e CBS na emissão da NF-e

O que foi adiado, com precisão

Em 31 de julho de 2026, o Comitê Gestor do IBS e a Receita Federal aprovaram o Ato Técnico Conjunto RFB/CGIBS nº 1, publicado no Diário Oficial em 3 de agosto. O ato não usa a palavra suspensão: ele aprova as notas técnicas dos documentos fiscais eletrônicos. É na NT 2025.002 v1.51, aprovada por ele, que a regra UB12-10 (rejeição 1115, grupo de IBS e CBS não informado) passou a constar como implementação futura para produção.

A Receita publicou a nota em 1º de agosto, e a frase é literal: os documentos fiscais não serão rejeitados na ausência de campos da CBS e do IBS. Em 6 de agosto, Receita e CGIBS esclareceram que a medida se refere exclusivamente ao adiamento do início das validações previstas para 3 de agosto, e que não houve suspensão da obrigação de informar.

O adiamento alcança oito documentos: NF-e, NFC-e, CT-e, CT-e OS, GTV-e, BP-e, NF3e e NFCom.

DimensãoO que estava previstoSituação hoje
Rejeição pela ausência do grupo (1115)Produção em 03/08/2026 para o regime normalImplementação futura. Nunca entrou em produção
Validações de coerência do grupo preenchidoProdução desde 10/11/2025Continuam ativas
Obrigação de emitir com os camposDesde 03/08/2026Vigente, sem alteração
Dispensa do recolhimento em 2026Condicionada à obrigação acessóriaCondicionada à obrigação acessória

O ponto que separa quem leu o ato de quem leu a manchete: a validação de IBS e CBS não foi desligada. Foi adiada, sem nova data, a regra que exigiria o grupo. Quem envia o grupo continua sendo conferido.

O que continua obrigatório

Um dia antes, em 30 de julho, saiu o Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4, que fixou o cronograma oficial de obrigatoriedade dos documentos fiscais eletrônicos com destaque de IBS e CBS. Ele organiza dezoito tipos de documento em cinco datas, de agosto de 2026 a janeiro de 2027.

Esse cronograma não foi tocado pelo Ato Técnico nº 1. A obrigação que começou em 3 de agosto para NF-e, NFC-e e companhia continua de pé. O que ficou para depois foi a rejeição de quem não informa.

A base legal também não mudou. A Lei Complementar 214/2025 definiu 2026 como período de calibragem, com alíquotas de 0,9% de CBS e 0,1% de IBS. O artigo 348, §1º, dispensa o recolhimento para o contribuinte que cumprir as obrigações acessórias. A dispensa nunca foi incondicional: ela é a contrapartida de informar corretamente.

A Lei Complementar 227/2026 acrescentou os §§ 3º e 4º ao mesmo artigo e criou uma válvula: lavrado auto de infração exclusivamente por descumprimento de obrigação acessória de IBS e CBS, o contribuinte é intimado a sanar a irregularidade em até 60 dias, e o atendimento extingue a penalidade, sem multa.

Vale registrar o que essa válvula é e o que ela não é. Ela reduz o risco de multa para quem erra de boa-fé e corrige. Ela não dispensa ninguém de informar, e não protege quem simplesmente decidiu não preencher.

Nota autorizada nunca foi nota certa

Sem data de retomada, a regra da ausência pode voltar quando o Fisco entender que o ecossistema está pronto, e o aviso tende a ser curto, porque o leiaute já está publicado e a regra roda em homologação desde julho para o regime normal.

Há um equívoco comum, e ele é o mais perigoso para quem gerencia ambiente Protheus: tratar a nota autorizada como prova de que o cadastro está certo.

O autorizador confere coerência, não acerto. Ele verifica se o cClassTrib existe e combina com o CST, se o valor bate com a base e a alíquota informadas, se o total fecha com os itens. Não verifica se aquele item deveria ter aquela classificação, nem se a operação tinha direito à redução informada. Um cClassTrib errado, mas válido para o CST, passa.

E a nota sem o grupo nunca foi rejeitada em produção. Então há dois tipos de nota passando hoje sem alerta: a que não traz IBS e CBS e a que traz com o tratamento errado. Emitir sem rejeição mostra que o XML é coerente, não que a empresa está em conformidade.

É por isso que o cenário mais arriscado hoje não é o da empresa que sabe que está atrasada. É o da empresa que acha que resolveu porque o faturamento não parou. É o primeiro ponto que o suporte especializado TOTVS Protheus revisa: o que passou sem rejeição, mas com o tratamento errado.

A estrutura dos novos grupos no XML

O que a Nota Técnica 2025.002 introduziu continua sendo exatamente o que o ambiente vai precisar entregar. Vale entender a estrutura antes de discutir prazo.

Hierarquia do Grupo UB na NF-e com os subgrupos gIBSCBS, gIBSUF, gIBSMun, gCBS e gIS, tendo CST e cClassTrib como chave do item
Figura 1. Estrutura do Grupo UB no item da NF-e conforme a NT 2025.002. O CST e o cClassTrib são comuns ao IBS e à CBS, e o IBS se desdobra em parcela estadual e municipal.

A consequência prática é que o IBS é informado duas vezes por item, uma para a parcela estadual e outra para a municipal. Ambiente que trate o IBS como um imposto só não fecha os totalizadores.

CST e cClassTrib: o par que define o cálculo

Cada item carrega dois códigos que, juntos, determinam todo o tratamento tributário. O CST informa a situação: tributado, isento, imune, com diferimento, com redução. O cClassTrib, código de classificação tributária, detalha qual hipótese específica da LC 214/2025 se aplica àquele item naquela operação.

A relação entre os dois não é livre. Cada CST admite um conjunto fechado de cClassTrib, e a tabela oficial é atualizada com frequência. Ambiente com tabela vencida gera código inválido mesmo quando a intenção do usuário estava correta.

É aqui que a maioria dos projetos trava, e não no cálculo. Atribuir cClassTrib exige decidir, item a item, qual é o tratamento tributário correto. Isso é trabalho fiscal, não configuração de sistema.

Rejeições de IBS e CBS por código

A NT 2025.002 reservou a faixa acima de 1000 para as regras da Reforma. Com exceção da 1115, as regras abaixo estão em produção e só se aplicam às notas que trazem o grupo de IBS e CBS. É por isso que empresas que já preenchem o grupo recebem essas rejeições hoje. A tabela traz a descrição oficial resumida e onde o erro costuma nascer. Os códigos com link têm página própria, com a causa no Protheus e o passo a passo de correção.

CódigoO que a SEFAZ rejeitaOnde costuma nascer
1115Grupo de IBS e CBS não informadoImplementação futura: hoje não rejeita em produção
1007CST não permite redução de alíquota municipalRegra de alíquota do IBS municipal com redução usada em operação de CST sem redução
1023Classificação tributária (cClassTrib) inexistenteTabela de classificação tributária desatualizada no ambiente
1024cClassTrib incompatível com o CST informadoRegra fiscal que combina CST e classificação de hipóteses diferentes
1026Alíquota do IBS da UF inválidaAlíquota diferente da vigente (0,1% em 2026) ou exceção mal aplicada em devolução
1041Valor do IBS da UF diferente do calculadoBase, alíquota ou redução divergente no cálculo do item
1051Valor do tributo regular do município diferente do calculadoCálculo da parcela municipal do IBS
1069Valor da CBS diferente do calculadoBase, alíquota ou redução divergente no cálculo da CBS
1007CST não permite redução de alíquota municipalRedução informada para um CST que não a admite
1033Grupo de redução de alíquota estadual não informadoCST de redução sem o grupo de redução preenchido
1050Crédito presumido da CBS informado indevidamenteCrédito presumido em classificação que não o admite
1054Crédito presumido do IBS não informadoClassificação que exige crédito presumido sem o grupo
1055Código de crédito presumido (cCredPres) inexistenteTabela de crédito presumido desatualizada
1170Grupo de ajuste de competência não informadoNota de ajuste sem o grupo correspondente
1174IBS ou CBS deve ser maior que zero no estorno de créditoEstorno de crédito com valor zerado
1111Grupo de devolução do IBS da UF informado indevidamenteDevolução de tributo informada fora da hipótese
1076Total da base de IBS e CBS diferente da soma dos itensTotalizador fora de sincronia com os itens
1080Total do IBS da UF diferente da soma dos itensTotalizador fora de sincronia com os itens
1085Total do IBS diferente da soma do vIBS dos itensArredondamento ou item sem o grupo preenchido
1001Nota de débito ou crédito só de IBS e CBS trazendo grupos do regime atualNota de ajuste carregando ICMS, IPI, PIS ou Cofins
1002NF-e sem informação de ICMS ou ISSQNNota comum sem os grupos do regime atual. A coexistência continua obrigatória
1010Documento referenciado no nível da nota e do item ao mesmo tempoNota de débito, crédito ou devolução referenciando dos dois jeitos
1072Documento ou item referenciado em duplicidadeMesmo item de nota referenciado duas vezes
1048Número do item do documento referenciado não informadoReferência sem o nItem da nota original
1193Emitente das NF-e referenciadas deve ser o mesmo em todos os itensDevolução ou ajuste agrupando notas de emitentes diferentes
1194Destinatário deve ser o emitente da NF-e referenciadaDevolução para destinatário diferente do emitente original
1057Finalidade da NF-e incorreta para a classificação (monofásico)Regra excluída na v1.50, com mudança em produção prevista para 03/11/2026

Descrições conforme a NT 2025.002 v1.51. As regras entraram em produção em 10/11/2025, 02/02/2026 ou 03/08/2026, conforme o grupo, e os ajustes da v1.51 entram em produção em 5 de outubro de 2026. NFS-e, CT-e e NFCom seguem notas técnicas próprias.

As quatro camadas onde os erros de IBS e CBS se originam (cadastro, regra fiscal, cálculo e totalização) e os códigos de rejeição que cada uma produz
Figura 2. Mapa Erpworks das camadas de origem dos erros e as rejeições correspondentes. Corrigir na emissão trata o sintoma. Sanear a camada de origem resolve a causa.

Há um padrão nessa lista: a maioria não nasce no cálculo do imposto, e sim no cadastro e na regra fiscal. Produto sem classificação, tabela desatualizada, regra fiscal que não cobre a operação. O erro aparece na emissão, mas a causa está a montante. Adiar a regra da ausência não moveu a causa de lugar.

O cronograma em cinco lotes

O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4 distribuiu a obrigatoriedade por tipo de documento:

DataO que entraSituação
03/08/2026NF-e (55), NFC-e (65), CT-e (57), CT-e OS (67), MDF-e (58), GTV-e (64), NF3e (66), BP-e (63), DC-e (99) e NFS-e de Exploração de ViaObrigação vigente; a ausência do grupo não rejeita
01/10/2026NFS-e da maior parte dos serviços, NFCom (62), DIR e eventos de tabela da DeREPróxima data
15/11/2026DeRE, eventos periódicos mensaisDeclaração, não documento fiscal
01/12/2026NFS-e de plataformas digitais e de uma lista de serviços (software, dados, locações, entre outros), NFGas (76), NFAg (75), NF-e ABI (77), BP-e semiurbano e aéreo e NF-e de quem é contribuinte só de IBS e CBSTerceiro lote
01/01/2027Duimp e importações, NF-e com tributação monofásica, demais eventos da DeRE e todos os documentos do Simples NacionalFecha o cronograma

Duas leituras importam aqui. A primeira: quem está no lote de agosto já está obrigado, mesmo que a nota sem o grupo não seja rejeitada. A segunda: quem entra em outubro ou dezembro tem prazo, mas herda um ambiente que precisa estar saneado antes, porque o cadastro é o mesmo para todos os documentos.

Empresas do Simples Nacional entram integralmente em 1º de janeiro de 2027, o que preserva o tratamento favorecido.

O que isso exige de um ambiente Protheus

Do lado do ERP, a adequação do Protheus à Reforma Tributária não se resolve com atualização de versão. Ela atravessa cadastro, parametrização fiscal e emissão, e cada camada tem seu ponto de falha.

CamadaO que precisa estar resolvidoO que aparece na emissão
Versão do ambienteRelease que contemple os grupos da NT 2025.002O XML sequer é gerado com a estrutura correta
Cadastro de produtos e serviçosNCM e NBS revisados, com cClassTrib atribuído por tratamentoRejeições 1023 e 1024 em massa
Regras fiscais e TESOperações mapeadas para o novo modelo, em coexistência com o atualRejeição 1002 ou tributação incorreta
Configurador de TributosRegras de IBS, CBS e IS parametrizadas por operaçãoCálculo divergente, rejeições 1041 e 1069
TotalizadoresSoma dos itens coerente com o total do documentoRejeições 1080 e 1085
IntegraçõesSistemas que geram nota fora do ERP também precisam enviar os gruposFalha no ponto mais crítico: o faturamento

O ponto que costuma ser subestimado é o último. Em ambientes de médio e grande porte, é comum que parte das notas nasça em sistemas periféricos: e-commerce, WMS, faturamento setorial, integrações com marketplaces. Cada um desses caminhos precisa ser validado separadamente, porque o autorizador não distingue origem.

Como usar a janela

O adiamento da regra da ausência comprou tempo de duração desconhecida. Ela vale muito para quem transformar esse tempo em homologação, e vale nada para quem transformar em espera. O roteiro mínimo:

  1. Pare de usar a produção como termômetro. Nota autorizada mostra coerência, não conformidade. O indicador precisa vir da homologação e da conferência do tratamento tributário.
  2. Emita em homologação com os grupos preenchidos e compare com o que está saindo em produção. A diferença entre os dois é o seu backlog real, e agora dá para medi-lo sem parar o faturamento.
  3. Cubra os cenários que ainda não rodaram. Devolução, remessa, bonificação, exportação, industrialização por encomenda, transferência entre filiais.
  4. Confira a tabela de cClassTrib do ambiente contra a versão oficial vigente. É a origem mais comum de erro e a mais barata de corrigir.
  5. Teste as integrações separadamente. Nota gerada por sistema externo passa pelo mesmo autorizador.
  6. Verifique os totalizadores em notas com muitos itens e com desconto rateado. É onde arredondamento vira divergência.
  7. Documente cada cenário homologado, com evidência. Outubro, dezembro e janeiro vão exigir repetir o exercício.

A janela também muda a conversa interna. Antes de 31 de julho, o argumento para priorizar o projeto era o risco de parar de faturar. Esse argumento saiu de cena por ora, e o trabalho continua igualmente necessário. Quem depende de urgência para conseguir orçamento vai precisar trocar o argumento pelo prazo: o volume de saneamento de cadastro não cabe no aviso curto que a entrada da regra em produção provavelmente terá.

Fontes oficiais

  1. Receita Federal: Receita Federal e CGIBS flexibilizarão obrigatoriedade de informações em documentos fiscais, publicado em 01/08/2026 e atualizado em 03/08/2026.
  2. Portal dos Documentos Fiscais Eletrônicos, SVRS: aviso de 01/08/2026, que cita o Ato Técnico Conjunto CGIBS/RFB nº 1, de 31 de julho de 2026.
  3. Agência Gov: novos documentos fiscais valem temporariamente sem IBS e CBS.
  4. Diário Oficial da União: Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4, de 30 de julho de 2026, que define o cronograma de obrigatoriedade em cinco lotes.
  5. Diário Oficial da União: Ato Técnico Conjunto RFB/CGIBS nº 1, de 31 de julho de 2026, que aprova a NT 2025.002 v1.51.
  6. Receita Federal e Comitê Gestor do IBS: esclarecimento sobre o adiamento das regras de validação, de 06/08/2026.
  7. Planalto: Lei Complementar nº 214/2025, texto compilado, incluindo o art. 348, §1º, sobre a dispensa condicionada do recolhimento.
  8. Planalto: Lei Complementar nº 227/2026, que acrescentou os §§ 3º e 4º ao art. 348.
  9. Portal Nacional da NF-e: Nota Técnica 2025.002-RTC, versão 1.51, publicada em 04/08/2026, com as regras de validação e os códigos de rejeição.
  10. TOTVS Espaço Legislação: Reforma Tributária.

Conteúdo verificado em 25/09/2026 na NT 2025.002 v1.51 e nos atos citados. Nesta revisão, corrigimos as descrições dos códigos de rejeição e deixamos claro que só a regra da ausência do grupo foi adiada. O cronograma da Reforma já mudou mais de uma vez. Confirme a publicação vigente antes de decisões de projeto.

Os cinco pontos que importam

  • Só a rejeição pela ausência do grupo foi adiada. A regra 1115 ficou para implementação futura na NT 2025.002 v1.51, aprovada pelo Ato Técnico Conjunto nº 1. As validações de coerência de quem preenche o grupo seguem ativas.
  • A obrigação continua. O cronograma do Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4 segue de pé, em cinco lotes até 1º de janeiro de 2027. Quem entrou em 3 de agosto está obrigado hoje, mesmo sem rejeição.
  • Emitir sem rejeição nunca foi evidência de conformidade. O autorizador confere coerência, não o tratamento tributário, e não rejeita a nota sem o grupo. Quem usa a produção como termômetro está com um indicador verde que não mede o que importa.
  • A dispensa do recolhimento é condicionada ao cumprimento da obrigação acessória, pelo art. 348, §1º da LC 214/2025. A LC 227/2026 criou prazo de 60 dias para sanar e extinguir a penalidade, o que reduz o risco de multa mas não dispensa de informar.
  • A causa dos erros não mudou de lugar. Produto sem cClassTrib, tabela desatualizada, regra fiscal que não cobre a operação. Adiar a regra da ausência adiou o sintoma e manteve a doença.

O próximo passo é migrar a verificação da produção para a homologação: emitir com os grupos preenchidos, comparar com o que sai hoje e transformar a diferença em backlog de saneamento, antes que a regra da ausência entre em produção com aviso curto.

Perguntas frequentes

A NF-e sem IBS e CBS está sendo rejeitada hoje?

Não pela ausência do grupo. A regra UB12-10 (rejeição 1115) está como implementação futura na NT 2025.002 v1.51, aprovada pelo Ato Técnico Conjunto RFB/CGIBS nº 1, e a Receita confirmou que os documentos não serão rejeitados na ausência dos campos. Mas a nota que traz o grupo com erro continua sendo rejeitada pelas validações de coerência, como 1023, 1024, 1069 e 1080.

Se não é rejeitada, a minha empresa ainda é obrigada a preencher?

Sim. O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4, de 30 de julho de 2026, manteve o cronograma de obrigatoriedade, que começou em 3 de agosto para NF-e, NFC-e, CT-e e outros documentos já consolidados. O que foi adiado é a regra de validação que rejeitaria o documento sem os campos, não a obrigação de emiti-lo com eles.

Quais rejeições de IBS e CBS continuam valendo na NF-e?

As validações de coerência do grupo preenchido, em produção desde novembro de 2025, como 1023 (cClassTrib inexistente), 1024 (cClassTrib incompatível com o CST), 1041 e 1069 (valor do IBS da UF ou da CBS diferente do calculado) e 1080 e 1085 (totais que não batem com os itens). Só a 1115, que rejeitaria a nota sem o grupo, ficou para implementação futura.

Minha empresa está emitindo normalmente. Isso quer dizer que está pronta?

Não necessariamente. A nota sem o grupo não é rejeitada, e a nota com o grupo passa sempre que os valores são coerentes entre si, mesmo com a classificação errada. Nota autorizada mostra que o XML fecha, não que o tratamento tributário está certo. A verificação precisa vir da homologação e da conferência de cadastro e regras.

A dispensa do recolhimento em 2026 corre risco se eu não preencher?

O art. 348, §1º da LC 214/2025 condiciona a dispensa ao cumprimento das obrigações acessórias, então informar de forma incompleta toca exatamente a condição da dispensa. A LC 227/2026 acrescentou os §§ 3º e 4º ao artigo: havendo auto de infração exclusivamente por descumprimento de obrigação acessória de IBS e CBS, o contribuinte é intimado a sanar em até 60 dias, e o atendimento extingue a penalidade. Isso reduz o risco de multa para quem corrige, e não substitui o dever de informar.

Empresas do Simples Nacional já estão obrigadas?

Não. O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4 definiu 1º de janeiro de 2027 para a totalidade dos documentos fiscais eletrônicos emitidos por optantes pelo Simples Nacional, preservando o tratamento favorecido. A fase iniciada em 3 de agosto de 2026 alcança o CRT 3, Regime Normal.

Atualizar o release do Protheus resolve?

Atualizar é pré-requisito, não solução. A versão entrega a estrutura do XML; o preenchimento correto depende de cadastro de produtos, regras fiscais, parametrização tributária e totalizadores. Ambiente atualizado com cadastro não saneado gera documento incompleto ou com tratamento errado, que pode passar sem aviso.

Para tratar esse tema no seu ambiente, conte com a consultoria TOTVS Protheus da Erpworks, do diagnóstico à homologação com as áreas envolvidas.

Nota técnica: este conteúdo tem finalidade informativa e operacional. Não substitui análise jurídica, tributária ou contábil específica. Regras, leiautes e cronogramas podem ser atualizados pelos órgãos competentes; valide sempre a versão vigente e o contexto da sua empresa.

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